terça-feira, 15 de maio de 2012

J.R.B. vence Pindoba e está na final do Campeonato de Futebol Amador de Rio Real

Apenas duas coisas explicariam o que ocorreu naquele domingo (13) no Estádio Roberto Santos: praga de mãe ou carma. Às 15h teve início a partida Pindoba x J.R.B., válida pela Semifinal do Campeonato Municipal de Rio Real, com um ganhador que por pouco não fora injustiçado.
A primeira pseudoteoria alega o seguinte: quando está fazendo sol e sua mãe diz “Leve um guarda-chuva porque eu acho que vai chover”, é melhor levar ou arcar com os riscos de chegar em casa encharcado e hipotérmico.

Aquela tarde estava bastante ensolarada. Ambos os times saíram de seus abrigos sem faltar qualquer indumentária apropriada. Choveu para quem, então? Não para o mandante, que absorveu vários impactos do J.R.B. desde o primeiro tempo, alcançando seu limite no segundo.
Choveu para o São Paulo (obviamente). Uma figurativa matriarca do grupo – aqui chamada de Esperança (nome fictício) – tinha avisado: “Não brinque com sua sorte”. Mas no calor do momento daquela tarde do 8 de abril, o mandatário do clube cedeu à tentação e emprestou um gol ao São Carlense para limar as chances do J.R.B. de passar para a fase seguinte, uma vez que este só precisaria do empate que conseguira duas horas antes contra o Real Madre Rio.



O deslize de fé foi descoberto e os envolvidos receberam como punição ir ao campo para um duelo sem encenações. Isso funcionou perfeitamente para os são-paulinos, que acabaram vencendo por 7 a 2 no Dia Internacional do Trabalhador.

Apesar dessa redenção, se mainha Esperança perdoou (típico clichê materno), outro juiz foi irredutível: o Carma. Apresentando o camarada em questão: este é um termo usado em algumas religiões para advertir que toda ação tem uma reação – nos dizeres populares: “Aqui se faz, aqui se paga”.
O Pindoba começou melhor, demonstrando uma leve superioridade técnica na primeira etapa, ameaçando o adversário mas perdendo duas chances importantes de gol logo de início. Destacaram-se então o meia Buiu e o volante Eduardo.

Já o arqueiro Marquinhos foi mais que um coadjuvante, foi o protagonista de cenas importantes dentro e fora das quatro linhas. Para manter a ordem, primeiro a resenha do segundo tempo: o paladino pindobês fez duas defesas “à la Marcelo Lomba”, como garante José Adilson do Nascimento, presidente da Liga Desportiva de Rio Real.

Uma delas foi na cobrança de falta do Oliveira, meia-direita; a outra barrou a investida do atacante Rivan, que tinha ludibriado praticamente a zaga toda até ficar em posição de bang-bang com o goleiro, esquecendo que aquele cowboy era o Clint Eastwood das traves daquelas redondezas.
Mas mesmo o mais destemido dos guarda-metas pode ser baleado e com Marquinhos não seria diferente. O problema é que quem o acertou foi o garoto Toni, salvando o J.R.B. Duas vezes. A primeira foi aos 27 minutos e a outra aos 33.


Toni e suas firulas, rodopios e piruetas à la Neymar”, como assegura José Adilson. Seu talento para driblar e brincar com o rival em campo pode até ser comparado a uma arma de calibre potente, mas pela irritação que causa parece mais um estilingue.
Com isso vem a resenha pós-segundo tempo: o árbitro Luiz Carlos Menezes faz soar seu apito e ninguém sabe quantos minutos levou para Marquinhos disparar na direção do craque. Para a paz de todos, aquele não era o faroeste e o policiamento foi rápido em apartar a briga dos atletas.

Fase Final

No próximo domingo (20), às 15h, o São Paulo vai tentar o bicampeonato contra o J.R.B. na Grande Final do Campeonato Municipal de Rio Real.



     

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